Abaixo artigo na íntegra.
AMAR SEU FILHO NÃO BASTA
Atualmente, muitos pais estão chegando aos consultórios de psicólogos com queixas frequentes: “Não sei mais o que fazer com meu filho”, “eles não me ouvem mais”.
Essas queixas fazem parte de um contingente de pais que estão preocupados no exercício de sua autoridade na educação dos filhos, sentindo-se inseguros, incapazes de lidarem com as situações que vão surgindo no dia-a-dia.
Na realidade descrita, observa-se um grande impasse e que, sem dúvida, deve ser questionado e repensado. Por exemplo, será que eu enquanto pai e/ou mãe não estou sendo permissivo com os meus filhos? Ou seja, será que não cedemos em muitas situações ao “capricho” de nossos filhos? Será que em alguns momentos eu ajo ou sou autoritário o suficiente, de forma que as minhas opiniões, meus desejos e expectativas são impostas e obrigatoriamente devem ser prevalecidas sem ao menos darmos a chance de serem questionadas pelos nossos filhos? Talvez a resposta seja sim.
Na realidade, a “dosagem” de uma relação saudável entre pais e filhos, perpassa por uma educação com amor e acima de tudo pelo exercício da aplicação de limites que são importantes para um adequado desenvolvimento emocional, pois ensinamos aos filhos um comportamento apropriado e aceitável.
Cito um exemplo de limites. Quando queremos dizer “não” para um filho, precisamos dizê-lo com decisão. Se houver um talvez em nosso tom de voz, a criança detecta instantaneamente aquele ponto fraco e se agarra a ele.
Quando os filhos dizem: “Você é mau… você não ama…”, por não quererem aceitar limites, alguns pais podem até pensar: “Bem, talvez eu esteja sendo muito duro”. Só que muitas vezes tal sentimento tingido de culpa, somado com a necessidade de manter nossos filhos felizes e amorosos, pode acabar com nossas tentativas de disciplinar com eficiência.
Aplicar limites na educação não é ser “carrasco”, é demonstrar à criança que existem momentos em que nem tudo está ao alcance deles, principalmente no momento que assim quiserem. Dessa forma um “não” poderá ser uma expressão mais apropriada para os pais ensinarem ao futuro de seus filhos de que os limites são um exercício básico para aprenderem a lidar com as mais diversas situações onde ocorrem frustrações e que o fator espera é um importante indicativo de respeito/tolerância diante dos desafios diários da vida, independente do meio que a criança conviva.
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